História de polichinelos
Respondo ao Dagoberto. A história contada pomposamente pelo Observatório da Imprensa e pelo Estadão é a mesma relatada com todos os detalhes por CartaCapital na edição de 25 de janeiro de 2006, na moldura da reportagem de capa, que revelava as provas definitivas da relação espúria de Daniel Dantas com a Brasil Telecom. Era a época em que a juíza Ellen Gracie, do STF, resistia a abrir o disco rígido do Opportunity. O ponto principal da reportagem era a agenda do presidente da Brasil Telecom Participações, ou seja, o lobista de luxo do orelhudo, Humberto Braz, a mostrar que ele se encontrara com as figuras principais do escândalo chamado mensalão. Em um quadro, vinha a história da juíza Marcia Cunha nos mínimos detalhes. Donde, aquilo que no dia 29 passado foi apresentado como novidade deveria ser do conhecimento da praça há quase três anos. Disse deveria e sublinho. Não foi, e não era até anteontem, por que a mídia nativa recebe as informações de CartaCapital com o costumeiro, inevitável, estrondoso silêncio, em detrimento dos seus próprios leitores e das regras elementares do jornalismo correto. Coisas deste nosso infeliz país, onde o objetivo dos donos do poder é enganar, manipular, obscurecer, obnubilar. Quem estiver interessado busque no site de CartaCapital a íntegra da reportagem em questão e saiba hoje o que poderia ter sabido há quase três anos. Quanto ao Observatório da Imprensa, ainda bem que observa.
Perfil
Mino Carta dirigiu as equipes criadoras do Jornal da Tarde e das revistas Quatro Rodas, Veja, IstoÉ e CartaCapital, da qual é diretor de redação.
Política do blog
O Blog do Mino agradece comentários feitos por seus leitores, desde que sem ofensas.
Arquivos
06 de janeiro de 2009
Ainda o caso Lacerda
06 de janeiro de 2009
Vi e as lentilhas
06 de janeiro de 2009
Agradecimentos
06 de janeiro de 2009
Minocarthismo e Luis XIV
06 de janeiro de 2009


Comentários
Alexsander G. Martins escreveu em terça, 02 de dezembro de 2008 às 12:36:Daniel Dantas passou a ser conhecido do grande público este ano, depois que apareceu na Globo, entre duas novelas. Para os leitores de Carta Capital, este homem já é conhecido de outros carnavais. Há fãs deste, que o apoiam em suas ações e outros que o condenam. Mas se há o que falar em profundidade das atividades deste cidadão é por causa da revista. Mino, gostaria há tempos de questinar te: existe alguns país que sirva de exemplo prático no combate a corrupção de tal forma que se tornou cultural a rejeição a tal moléstia ou isso seria uma utopia de humanos com um defeito de fabricação chamado de ética?
Ana Correia escreveu em segunda, 01 de dezembro de 2008 às 22:31:Mino ou este povo que se diz elite tem memória curta ou quer fazer os outros de besta. Se são efetivamente leitores assiduos de VEJA, (de repente olham só as figuras e acham bonito) devem lembram de terem lido nesta Bíblia da Informação deles a saída conturbada de Daniel Dantas do grupo ICATU. Ali DD criaria o OPPORTUNITY, muitas oportunidades de maracutais.
jairo batista dos santos escreveu em segunda, 01 de dezembro de 2008 às 22:31:Mino, parece que a mídia nativa está dentro de um funil extremamente fino, pois as informações relevantes são divulgadas em conta gotas. Na verdade é que estão sendo atropelados pela verdade dos fatos. Nada estranho, para quem apoiou a ditadura, boicotou as diretas, etc, etc, etc. abraços
Joel escreveu em segunda, 01 de dezembro de 2008 às 21:03:Mino. A advocacia do Dr. Kakay ainda está para ser contada, não acha?
Rômulo Cristaldo escreveu em segunda, 01 de dezembro de 2008 às 20:10:Eu me recordo, na época eu assinava a revista e acompanhei as reportagens. A Carta Capital vem alertando sobre o assunto há muito tempo. O que mais está me intrigando é o seguinte: a mídia nativa pode ser dissimulada, mas não é burra, sabia-se dos fatos e apenas não se desejava que estivessém à baila. Quais interesses, quais efeitos, que coisas se esperam desta súbita notoriedade de tais assuntos? Não é por conta da "imperativa arguição pela verdade por parte da opinião pública", nem quando esta era palpável, revolucionária, a mídia amoleceu suas "operações abafa". O que está por trás disto tudo? http://admcritica.wordpress.com/
guilherme alves escreveu em segunda, 01 de dezembro de 2008 às 20:04:Como leio a CC desde a sua primeira edição, as notícias recentes foram flash back para mim. Como tenho amigos que adoram Veja e detestam a CC, por motivos ideológicos, tiro sarro dos mesmo sempre.